Saúde

Como lidar com o reajuste abusivo do plano de saúde?

As operadoras de plano de saúde justificam reajustes abusivos de plano de saúde baseados em alguns fatores, mas nem sempre os cálculos estão corretos

O acesso a um plano de saúde de qualidade é essencial para garantir atendimento médico adequado em momentos de necessidade. Contudo, muitos consumidores enfrentam um problema recorrente e preocupante: o reajuste abusivo do plano de saúde. Esses aumentos podem comprometer o orçamento familiar e, em alguns casos, inviabilizar a manutenção do contrato.

Com os custos médicos crescendo, as operadoras justificam reajustes baseados em fatores como inflação, idade e sinistralidade. No entanto, nem todos os aumentos são legítimos, e é importante saber identificar práticas abusivas e agir de forma legal para proteger seus direitos. Neste artigo, explicamos o que caracteriza um reajuste abusivo e quanto buscar suporte jurídico especializado. 

O que caracteriza um reajuste abusivo no plano de saúde?

O reajuste abusivo ocorre quando as operadoras aplicam aumentos excessivos ou desproporcionais, sem justificativa clara ou em desacordo com as normas estabelecidas pelos órgãos reguladores. 

Principais situações de reajuste abusivo

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece regras para os reajustes, mas nem sempre elas são respeitadas pelas empresas. Confira:

  • Aumento por faixa etária desproporcional

Os planos de saúde podem reajustar valores conforme o beneficiário muda de faixa etária, mas os aumentos devem seguir critérios estabelecidos pela ANS e pelo contrato. Reajustes exagerados, especialmente após os 59 anos, são frequentemente contestados judicialmente.

  • Reajuste superior ao permitido pela ANS

Para planos individuais ou familiares, a ANS define anualmente um teto para reajustes. Para o período entre maio de 2023 e abril de 2024, por exemplo, a ANS determinou um limite de 9,63% para esses planos. Já para o período de maio de 2024 a abril de 2025, o teto de reajuste foi de 6,91%. Ou seja, qualquer aumento acima deste limite é considerado abusivo.

  • Reajustes sem justificativa clara

Nos planos coletivos, os aumentos são baseados em negociações entre operadoras e empresas, mas precisam ser transparentes e fundamentados. Falta de explicação sobre os critérios utilizados pode configurar abuso.

Como funcionam os reajustes nos planos de saúde?

Os reajustes aplicados aos planos de saúde têm três principais fundamentos:

Reajuste por faixa etária: Está previsto em lei e ocorre quando o beneficiário muda de faixa etária, conforme definido no contrato. No entanto, deve respeitar o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), que proíbe discriminação contra pessoas acima de 60 anos.

Reajuste anual por variação de custos: Aplicável a planos individuais e coletivos, esse reajuste reflete o aumento de custos médicos e hospitalares. Para planos individuais, o índice é regulado pela ANS.

Reajuste por sinistralidade: Aplicável a planos coletivos, ocorre quando o número de utilizações do plano excede o previsto no contrato. Apesar de permitido, deve ser proporcional e documentado.

Como agir legalmente em casos de reajuste abusivo?

Ao identificar um aumento suspeito, é fundamental agir rapidamente para contestá-lo. Confira os passos recomendados:

Passo 1: Entre em contato com a operadora e peça explicações detalhadas sobre os critérios do reajuste. Documente todas as respostas.

Passo 2: Consulte os índices permitidos pela ANS e as cláusulas do seu contrato para confirmar se o aumento está dentro das regras.

Passo 3: Um advogado com experiência em direito à saúde, como os profissionais do Koyama Advogados, pode ajudar a analisar o contrato, identificar cobranças indevidas e buscar a melhor solução jurídica.

Passo 4: Nos casos em que o reajuste é comprovadamente abusivo, é possível solicitar à Justiça a suspensão do aumento e o reembolso de valores pagos a mais.

Imagem de um estetoscópio rosa sobre uma mesa de madeira, cercando notas de cem dólares e um caderno com adesivos coloridos. A composição simboliza custos com saúde

O papel do advogado especializado

Advogados especializados em direito à saúde têm um papel fundamental na proteção dos consumidores contra práticas abusivas. Eles podem analisar os contratos, identificando cláusulas incompatíveis com as normas da ANS; contestar aumentos, por meio de negociações com as operadoras ou ações judiciais e, ainda, garantir a continuidade do plano, impedindo o cancelamento indevido devido a reajustes excessivos.

Lidar com reajustes abusivos do plano de saúde pode ser desafiador, mas você não precisa enfrentar esse problema sozinho. O escritório Koyama Advogados é especializado em casos de direito à saúde e está pronto para ajudá-lo a proteger seus direitos.

Se você identificou um aumento suspeito ou tem dúvidas sobre o seu plano de saúde, entre em contato conosco. Nossa equipe oferece suporte completo para que você mantenha seu plano de saúde de forma digna. 

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